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logo impgPor Maria Bellio

Acaba de ser aprovado pela CAPES o Programa de Pós-graduação em Imunologia e Inflamação, sediado no Instituto de Microbiologia Paulo de Góes da UFRJ. Esse novo programa tem como principal objetivo formar mestres e doutores em Imunologia, com ênfase no estudo dos mecanismos imunes e inflamatórios envolvidos na homeostase e na geração das doenças. O corpo docente permanente do Programa de Imunologia e Inflamação é composto por orientadores experientes e por jovens pesquisadores integrados recentemente ao quadro da universidade os quais publicam seus artigos científicos em revistas internacionais e de prestígio na área, com importante produção. Dos 30 docentes permanentes que compõem o programa, 28 são de diferentes institutos da UFRJ (10 do Inst. de Microbiologia, 10 do Inst. de Biofísica, 4 do Inst. de Bioquímica, 3 do Inst. de Ciências Biomédicas e 1 do Instituto de Química) e 2 são do Instituto Oswaldo Cruz da FIOCRUZ.

Este novo programa há muito vinha sendo pensado e almejado por vários dos professores que hoje fazem parte de seu quadro e que também participam de outros programas de Pós-graduação da UFRJ. De fato, embora possamos encontrar, em várias instituições de pesquisa e de ensino superior em nosso estado como UFRJ, FIOCRUZ, UERJ, UFF e INCA, profissionais voltados ao estudo de diferentes aspectos das respostas imunitária e inflamatória reunidos em cursos de caráter mais abrangente, não havia no Rio de Janeiro, antes do presente momento, um curso de pós-graduação dedicado exclusivamente ao estudo aprofundado da imunologia e à formação de imunologistas.

As respostas imunitária e inflamatória exercem um papel central na fisiopatologia da grande maioria das doenças humanas, incluindo doenças infecciosas, doenças autoimunes, doenças metabólicas, doenças degenerativas e câncer. O entendimento dos mecanismos moleculares e celulares pelos quais várias patologias se instalam e progridem poderá ser alcançado através do estudo do papel que o sistema imunitário desempenha nas mesmas. Estes estudos levarão também à identificação de novos alvos para o tratamento ou prevenção das diversas doenças em questão.

O novo programa de Pós-graduação em Imunologia e Inflamação inclui as seguintes linhas de pesquisa: 1- Moléculas, células e tecidos do sistema imune; 2- Fisiologia da resposta imune e inflamatória; 3- Mecanismos geradores de doenças: Identificação de estratégias diagnósticas, terapêuticas e profiláticas; 4- Relação hospedeiro versus agente infeccioso. O programa já lançou os primeiros editais para as provas de admissão no Mestrado e no Doutorado, veja no site:

www.posimunoeinflamacao.com.br/

estagiarios coral vivoVagas abertas para base Búzios (RJ) e Arraial d'Ajuda (BA).

Estão abertas as inscrições para estágio no Coral Vivo. Serão aceitos estudantes de qualquer curso superior (graduação, mestrado ou doutorado) e é importante que os candidatos tenham interesse nas áreas recifais e/ou na relação desse ambiente com a sociedade.

Se você já é cadastrado, faça seu login e escolha um dos períodos disponíveis para se candidatar, só assim sua inscrição será validada para as vagas disponíveis.

Mais informações aqui!

nobel medicine winnersPor Maria Bellio

O prêmio Nobel de medicina deste ano foi dividido entre três imunologistas: o canadense Ralph Steinman, o americano Bruce A. Beutler e luxemburguês Jules A. Hoffmann.

O primeiro deles, que infelizmente morreu três dias antes do prêmio ser anunciado, foi agraciado por suas descobertas sobre as células dendríticas e seu papel na imunidade adaptativa, enquanto que os outros dois receberam o prêmio por suas descobertas sobre a ativação da imunidade inata. De fato, a resposta imunitária pode ser dividida em dois tipos de resposta: a resposta inata, primeira a entrar em ação quando da invasão do organismo por um patógeno, e a resposta adaptativa, mais tardia, porém provida de memória. Graças à existência da resposta adaptativa, ficamos imunes a doenças infecciosas que já nos acometeram, e é este tipo de resposta que permite que as vacinas nos protejam. A resposta adaptativa, no entanto, depende da ativação prévia da resposta inata para acontecer e estes dois tipos de resposta são interdependentes em vários aspectos.

Ralph Steinman, professor da The Rockefeller University (Nova Iorque - EUA), identificou um tipo celular denominado células dendríticas (DCs) e caracterizou o papel destas células na resposta imunitária: as DCs apresentam antígenos aos linfócitos T e os ativam. Uma aplicação recente de suas descobertas é a utilização das DCs em vacinas antitumorais. O princípio dessas vacinas, em sua grande maioria ainda experimentais, é o de induzir a maturação in vitro das DCs do paciente e carregá-las de antígenos derivados das células tumorais. Ao serem devolvidas ao mesmo paciente do qual foram isoladas, estas DCs irão ativar maciçamente os linfócitos T específicos contra os antígenos tumorais. Esses linfócitos T, por sua vez, orquestrarão a eliminação do tumor por mecanismos ainda não de todo esclarecidos (veja esquema).

Já Bruce A. Beutler e Jules A. Hoffmann, trabalhando nos EUA e na França respectivamente, fizeram importantes descobertas sobre os receptores Toll da imunidade inata. A equipe de cientistas liderada pelo professor Hoffmann demonstrou em 1996 a importância destes receptores na imunidade da mosca da fruta (Drosophila) contra infecções fúngicas. Este estudo abriu novas perspectivas no estudo da imunidade inata, a qual ganhou impulso com a subseqüente descoberta da existência de vários receptores deste tipo (Toll-like) em mamíferos, feita por outros grupos de pesquisadores, incluindo o do professor Beutler.

Alguns laboratórios do departamento de Imunologia do IMPG possuem linhas de pesquisas que envolvem o estudo do funcionamento das células dendríticas e dos receptores Toll-like, em diferentes modelos experimentais.

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