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Ligação do anticorpo ao Cryptococcus Neoformans prejudica o brotamento alterando as propriedades mecânicas capsulares.

anticorpo

Por Radames J. B. Cordero,Bruno Pontes , Susana FrasesAntonio S. akouziLeonardo NimrichterMarcio L. RodriguesNathan B. Viana and Arturo Casadevall.

Os anticorpos (Abs) para cápsulas microbianas são fundamentais para a defesa do hospedeiro contra patógenos encapsulados.  Entretanto pouco se sabe  sobre os efeitos do Ab na cápsula, além dos reações capsulares denominados de efeito" Quellung ". Um problema no estudo das interacções Ab-cápsula é a falta de uma metodologia experimental adequada, uma vez que as cápsulas são frágeis, e altamente hidratadas. Este estudo, foi pioneiro no uso de microscopia de pinças ópticas (optical tweezers microscopy) para estudar esta interação. A ligação do Ab monoclonal (mAb) protetor na cápsula do fungo Cryptococcus neoformans prejudica o  brotamento do fungo devido ao fato que os brotos recém formados ficam presos na capsula parental. Este efeito é devido a mudanças mediadas pelo mAbs nas propriedades mecânicas da capsula, o que foi demonstrada por um aumento da rigidez da cápsula,  dependente da concentração. Este aumento  envolve ligações cruzadas mediadas pelo mAb nos polissacarídeos capsulares. Estes resultados trazem um novo conhecimento sobre a imunidade mediada por anticorpos, sugerindo um  novo mecanismo para a função do anticorpo, que pode ser aplicada a outros patógenos encapsulados. Em adição esta descoberta corrobora com as novas evidencias cientificas que tem demonstrado, de forma crescente,  que os Abs tem uma função antimicrobiana direta.

Antibody Binding to Cryptococcus neoformans Impairs Budding by Altering Capsular Mechanical Properties

Por Radames J. B. Cordero*,Bruno Pontes,1Susana FrasesAntonio S. akouzi*,Leonardo Nimrichter§Marcio L. Rodrigues§Nathan B. Viana and Arturo Casadevall*

1.Department of Microbiology and Immunology, Albert Einstein College of Medicine, Bronx, NY 10461;
2.†Laboratório de Pinças Óticas, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 21941-590 Brazil;
3.‡Laboratório de Ultraestrutura Celular Hertha Meyer, Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 21941-902 Brazil;
4.§Laboratório de Estudos Integrados em Bioquímica Microbiana, Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 21941-902 Brazil;
5.¶Fundação Oswaldo Cruz, Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde, Rio de Janeiro, 21040-360 Brazil; and
6.‖Instituto de Física, Universidade Federal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, 21941-909 Brazil.

Abs to microbial capsules are critical for host defense against encapsulated pathogens, but very little is known about the effects of Ab binding on the capsule, apart from producing qualitative capsular reactions (“quellung” effects). A problem in studying Ab–capsule interactions is the lack of experimental methodology, given that capsules are fragile, highly hydrated structures. In this study, we pioneered the use of optical tweezers microscopy to study Ab–capsule interactions. Binding of protective mAbs to the capsule of the fungal pathogen Cryptococcus neoformans impaired yeast budding by trapping newly emerging buds inside the parental capsule. This effect is due to profound mAb-mediated changes in capsular mechanical properties, demonstrated by a concentration-dependent increase in capsule stiffness. This increase involved mAb-mediated cross-linking of capsular polysaccharide molecules. These results provide new insights into Ab-mediated immunity, while suggesting a new nonclassical mechanism of Ab function, which may apply to other encapsulated pathogens. Our findings add to the growing body of evidence that Abs have direct antimicrobial functions independent of other components of the immune system.

Referências Bibliográficas:

NB, Casadevall A. Antibody binding to Cryptococcus neoformans impairs budding by altering capsular mechanical properties. J Immunol. 190(1):317-323, 2013.

http://www.jimmunol.org/content/190/1/317.full#fn-group-1

micromundo 3Por Verônica Da Silva Cardoso
Bolsista do programa Nacional de Pós Doutorado – PNPD 

Atualmente o Brasil tem uma exportação de 580 mil barris por dia e estima-se que para 2020, a Petrobras estará produzindo no Brasil 4,9 milhões de barris por dia. Fica evidente o papel de destaque que o Brasil desempenha de forma progressiva na geopolítica e na economia do petróleo mundial. Paralelamente, outros questionamentos decorrentes da indústria petroleira, vêm à tona, como os vazamentos de petróleo causados pela biocorrosão. Além do componente ambiental, as companhias de petróleo podem ter grandes prejuízos financeiros causados pela biocorrosão.

A biocorrosão causada por micro-organismos é uma das principais responsáveis  por estes vazamentos, e tem sido o foco de pesquisas pelo setor visando solucionar e controlar este problema na produção, na estocagem e no transporte de gás e petróleo. A biocorrosão está se tornando mais frequente, sendo considerada um fator de risco nestas operações industriais. A corrosão microbiana em tubulações depende da manutenção, tipo de material que passa pelas tubulações (água ou outros materiais), temperatura, pH, luminosidade, concentração de carbono e nitrogênio orgânico total. As estruturas metálicas em contato com o solo também sofrem biocorrosão. A participação de micro-organismos aeróbios e anaeróbios, que podem crescer de forma individual e em biofilmes com seus produtos metabólicos, são os principais agentes e fatores envolvidos no processo de biocorrosão. 

Os micro-organismos que crescem sobre as superfícies secretam substâncias químicas que corroem os materiais. Basicamente existem três tipos de biocorrosão: i. Biocorrosão do tipo I causada por micro- organismos eletrogenicos (que utilizam H2 como um transportador de életrons); ii. Biocorrosão do tipo II causada por micro-organismos fermentativos, que secretam metabólitos corrosivos e iii. Biocorrosão  do tipo III que pode ser causada  por uma substância orgânica extracelular microbiana. Os micro-organismos que estão diretamente relacionados à biocorrosão do tipo I II e III são as ferrobactérias, as sulfatorredutoras (Sulfate-reducing bacteria, SRB) e as sulfobactérias, além de outros micro-organismos como, por exemplo,  fungos e algas.

O efeito sinertico observado nos micro-organismos que compoem o biofilme e os mecanimsmos da biocorrosão ainda não estão totalmente esclarecidos, sendo discutidos por diversos pesquisadores. Apesar de centenas de micro-organismos relacionados à biocorrosão terem sido descritos na literatura, são ainda necessárias pesquisas sistemáticas e rigorosas para se entender os complexos mecanismos da biocorrosão em sua totalidade. Muitas discussões permanecem em aberto. Devido a base multidisciplinar deste processo, hoje estao sendo incentivadas áreas de pesquisa como  a Microbiologia, Bio-eletroquímica e a Engenharia quimica para atividades de P&D dentro do importante tema da  biocorrosão. 

 - Gu, T. New Understandings of Biocorrosion Mechanisms and their Classifications Gu, J Microbial Biochem Technol., 2012, 4:4.

 http://dx.doi.org/10.4172/1948-5948.1000e107acessado em  14/08/201. 

- Sowards, J. W.; Weeks, T. S.; McColskey, J. D.; Fekete, J. R.; Luke, J; Williamson, C. H; Effect Of Ethanol Fuel And Microbiologically Influenced Corrosion On The Fatigue Crack Growth Behavior Of Pipeline Steels Corrosion Conference,  2012. http://www.nist.gov/customcf/get_pdf.cfm?pub_id=908720, acessado em  14/08/201. 

-http://www.macaeoffshore.com.br/revista/internas.asp?acao=noticia1&edicao=12 acessado em  14/08/201. 

Autores: Maria Isabel Madeira Liberto1, Catarina Giacóia da Costa2,Ana Cristina Pantoja Simões3 Maulori C. Cabral1

1Dep. de Virologia do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes -UFRJ; 2Secretaria de Educação de Saquarema; 3Mestranda EQ-UFRJ.

Os autores deste texto consideram a dengue como uma doença de cunho educacional, cuja transmissão depende dos mosquitos da espécie Aedes aegypti, contaminados com vírus. Esses mosquitospodem ser eliminados do ambiente, mas para combatê-los é preciso conhecê-los. Infelizmente, embora ninguém queira ter dengue, a decisão não depende apenas da pessoa e sim de toda acomunidade com a qual ela convive, pois essa é uma doença, essencialmente, educacional. O caráter educacional da dengue é correlacionado com o grau de civilidade da população. Quanto maisesclarecida e conscientizada for a comunidade, menor será a chance das pessoas pagarem tributo a essa virose. Quando uma pessoa contrai dengue pela segunda vez, a doença tende a ser mais grave.

Predisposição ou resistência de um indivíduo às infecções virais são características de natureza genética, não há como saber em qual delas você se classifica: só experimentando a infecção. Diantedesta situação, cada pessoa pode escolher se quer ou não correr o risco de contrair dengue. Para se prevenir, basta eliminar os possíveis criadouros de mosquitos. ENTRETANTO, se na vizinhança,alguém preza em criar mosquitos da espécie A. aegypti, como animais de estimação, ENTÃO, o risco continua, pois as mascotes do vizinho podem estar contaminadas com um dos quatro tipos devírus da dengue.

Dentre os mosquitos existentes na Natureza, somente as fêmeas das espécies hematófagas necessitam de sangue. Se não estiverem contaminadas, podem adquirir a virose ao picar alguém infectado e, estando contaminadas, ao picar, inoculam os vírus nas outras pessoas, alvos da picada.. Dengue, Febre Amarela e Febre do Oeste do Nilo (Febre do Nilo Ocidental) são exemplos de viroses veiculadaspor mosquitos. Portanto, para evitá-las, basta eliminar os artrópodes vetores. As fêmeas precisam de componentes do sangue para maturação dos ovócitos. Para postura, elas procuram reservatórioscom água rica em matéria orgânica (onde proliferam micróbios), para suprir a alimentação da prole. Dos ovos eclodem as larvas que crescem e transformam-se em pupas. Estas, transformam-se emadultos. Quando essa seqüência de eventos acontece dentro de uma Mosquitérica, os adultos ficam presos e não iniciam novo ciclo de vida (Figuras 1A e 1B).

Com estas informações, esperamos motivar os leitores a evitar o risco de contrair dengue ou outras flaviviroses urbanas e a tornarem-se multiplicadores deste conhecimento, que apresenta umaforma simples e eficaz para eliminar esses artrópodes do ambiente . Como motivação educacional sugerimos o uso da Mosquitérica (armadilha letal para mosquitos), cujo nome advém da ideia: MOSQUIToeira genÉRICA.

Para construir uma mosquitérica é muito simples:

1. Junte uma garrafa pet de 1,5 ou 1,75 litros; uma tesoura; uma lixa para madeira nº 180; um rolo de fita isolante preta; um pedaço de microtule, quatro grãos de alpiste ou uma pitada de terra deJardim (conforme apresentados na Figura 1A);

2. Tire a tampa da garrafa e remova o anel do lacre, sem quebrá-lo.

3. Cubra a boca da garrafa com o microtule. Use o anel do lacre como presilha

dengue 1 

dengue 1

4. Corte a garrafa em duas partes. Uma das partes vai servir de copo e a outra, como um funil, será a tampa; Agora lixe toda a superfície que corresponde à face interna do funil, até torná-lacompletamente áspera e fosca;

5. Identifique, de cima para baixo, o intervalo de altura que vai da boca do copo até o fundo fosco da tampa. O ponto médio desse intervalo deve ser considerado como a altura do nível da água na suamosquitérica. Marque-o com um pedaço de fita isolante, colado no lado de fora do copo.

6. Coloque o alimento (quatro sementes de alpiste ou uma pitada de terra de jardim dentro do copo; posicione o funil, simetricamente, com o bico para baixo e fixe as duas partes da mosquitérica, usando fita isolante.

7. Acrescente água no copo, de forma que fique uma camada aérea de 1 a 4 cm (da boca do copo para baixo, como indicado no item 3). Ponha a armadilha em local fresco e sombreado. Como a águaevapora, complete semanalmente o nível, para encharcar os ovos que foram depositados na borda da água. Em poucos dias, será possível visualizar larvas nadando na mosquitérica. As larvas se alimentarão dos micróbios presentes na água, que são alimentados pelos grãos ou terra adicionados.

8. Para saber se as larvas são da espécie Aedes aegypti, use a luz de uma lanterna. Se as larvas fugirem da luminosidade (fototactismo negativo), são A. aegypti. Então, você pode ter certeza, temalguém na redondeza criando esses “bichinhos”, como “mascotes”;

9. Para trocar a água quando estiver muito suja, agite a Mosquitérica até encharcar todos os mosquitos alados que estiverem presos. Tire a tampa e derrame a água na terra do jardim;

10. Lave os componentes da Mosquitérica e a reutilize.

Incentive o hábito da cidadania entre os vizinhos mostrando o nível de civilidade da sua família. Fazer seu vizinho feliz, protegendo-o de pegar dengue é o lema. Isso já foi adotado com sucesso, nasescolas de Saquarema-RJ, sob a coordenação da Profa. Catarina Giacoia da Costa.

Curiosidade sobre os Aedes aegypti: As cerdas dos mosquitos detectam a radiação infravermelha (calor) que emana do nosso corpo descoberto. Você pode demonstrar essa radiação com o display dequalquer câmera digital e o controle remoto de qualquer aparelho. Ao acioná-lo, direcionando-o para a câmera, a emissão é detectada, embora quando olhado, diretamente, nenhuma diferença seja notada por nós, da mesma forma que não percebemos a aura de calor emitida pelo corpo, mas os A. aegypti a percebem, da mesma forma que o display da câmera.

Referências:

1-TRATTNER, E.R. 1967. Arquitetos de idéias. 3ª edição. Ed. Globo. Porto Alegre.

2-LIBERTO, M.I.M.; CABRAL, M.C.; LINS, U.G.C. 2012. Microbiologia Vol 2. Ed. CECIERJ. Rio de Janeiro.

3-SPIELMAN, A.; D’ANTONIO, M. 2004. O mosquito A história natural do mais persistente e mortal inimigo do homem. Editora Replicação Ltda. Lisboa.

4-www.faperj.br/downloads/mosquiterica.pdf.

5-http://ediurb.

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