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QUESTIONÁRIOS SEMI-ESTRUTURADOS PARA AVALIAÇÃO DE CURSOS POR DISCENTES

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Por Fernando Portela Câmara 

e Kátia Regina Netto dos Santos

 

Os questionários empregados nas avaliações de cursos institucionais pelo corpo discente são frequentemente mal estruturados e cheio de vieses, tornando-os sem valor para o propósito a que aparentemente são destinados.

Por outro lado, os estudantes têm pouca experiência para avaliar matérias com relação à sua importância e objetivos dirigidos à suas formações profissionais, e, por isso, tendem a avaliar influenciados por opiniões de outros estudantes que já passaram pela matéria, bem como por fatores pessoais, ou seja, de ordem psicológica, algumas relativas à pessoa do professor.

Outro fator de viés são os estudantes dos primeiro e segundo períodos. Eles são recém saídos do curso médio (2º grau) e não possuem nenhuma experiência e maturidade para avaliar cursos para os quais estão entrando em contato pela primeira vez. A maioria desses estudantes nem mesmo têm ideia da natureza e propósito da graduação em que estão inscritos, diferenciando-se à medida que avançam no curso, quando então começam a adquirir experiência e perspectiva de profissão.

Por sua vez, muitos questionários são elaborados segundo o inadequado sistema de pontuação, atribuindo-se uma “nota” final ao curso. Não se anula, por exemplo, respostas do discente que sejam contraditórias com a sua avaliação, nem o mesmo é orientado em relação aos critérios de pontuação. Na maioria das vezes, os questionários são elaborados às pressas, sem consideração aos diferentes fatores necessários a uma avaliação confiável, ou seja, não são estruturados ou semi-estruturados, e geralmente não estão de acordo com os postulados de pesquisa qualitativa. Além disso, o viés proporcionado pela subjetividade e, algumas vezes, emocionabilidade do corpo discente chega a anular em muitos casos o valor do questionário como instrumento avaliativo confiável.

Finalmente, alguns questionários que tivemos a oportunidade de examinar, dentre vários oferecidos pela Internet (alguns de diretórios estudantis), são de natureza persecutória e punitiva (o viés emocional acima mencionado), portanto sem propósito avaliativo contextual. Tais anomalias devem ser, ao nosso ver, desconsideradas.

Assim sendo, elaboramos uma modelo de questionário em que a avaliação discente é corrigida, ao menos em parte, para tais vieses.

AVALIAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS

As questões de números 3 a 7 no questionário de avaliação de Disciplinas avaliam quantitativamente o curso. As questões SIM marcam um ponto cada, e as NÃO marcam zero ponto. A alternativa NÃO SABE RESPONDER denota que o aluno está inseguro em relação à resposta e foi honesto em declarar isso. A resposta deve valer um ponto. A pontuação máxima do grupo é 5. O questionário foi elaborado de modo a reduzir os vieses da avaliação discente considerando que o aluno não tem experiência pedagógica e nem conhecimento profissional da matéria, o que o torna apto apenas a avaliar segundo a perspectiva do seu aproveitamento. As perguntas 1 e 2, portanto, lembram ao  estudante seu compromisso em ser honesto nas respostas às perguntas seguintes, e a pergunta 8 mostra a ele que esperamos que ele seja digno de confiança em sua avaliação, o que o torna nosso colaborador. Com isso, julgamos que o questionário acima será minimamente enviesado.

SISTEMA DE PONTUAÇÃO (PARA O AVALIADOR):

SIM – 1 PONTO

NÃO – 0 PONTO

NÃO SABE RESPODER – 1 PONTO
 

TOTAL DE PONTUAÇÃO:

INSUFICIENTE (1 a 2 pontos)

REGULAR (3 pontos)

BOM (4 a 5 pontos).

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