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biotecnologiaPor Julia Baruque.
Matéria escrita na disciplina de extensão de integração acadêmica do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia.

Em tempos de avanços científicos e tecnológicos, a biotecnologia tem sido objeto de discussões e polêmicas ao redor do mundo e em diferentes setores industriais, gerando dúvidas e curiosidades sobre o assunto. Mas afinal, o que seria a biotecnologia? Segundo a Organização das Indústrias de Biotecnologia (BIO), a maior associação mundial que representa as empresas desse ramo, biotecnologia é a tecnologia baseada em biologia. Em outas palavras, biotecnologia seria qualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas biológicos, organismos vivos ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos para utilização específica, como define a ONU.

Apesar de se apresentar como um ramo desconhecido à parte da população, a área apresenta um mercado global crescente, estando o Brasil ocupando o 5º lugar entre os países que mais empregam no setor de biotecnologia, seja em empresas privadas, públicas ou em institutos de pesquisas.
Os microrganismos, seres necessários para essa tecnologia, em geral apresentam uma grande diversidade genética e metabólica, além de desempenharem papéis cruciais na manutenção de ecossistemas. Tais características fazem com que esses organismos atualmente se tornem grandes alvos em potencial para uso em processos biotecnológicos e desenvolvimento sustentável, buscando soluções nas áreas alimentícia, de saúde, têxtil, entre tantas outras da indústria, sendo essas soluções muitas vezes por meio da tecnologia enzimática.
Nesse contexto, os fungos, microrganismos eucarióticos, pertencentes ao domínio Eukarya e classificados no reino Fungi, se destacam por serem grandes produtores dessas moléculas. Eles são encontrados de forma abundante no solo e apresentam importância nos ecossistemas terrestres, incluindo na decomposição da matéria orgânica por meio de enzimas extracelulares que são secretadas pelos mesmos. A capacidade desses organismos de secreção enzimática é o que os torna fonte de enzimas de interesse biotecnológico, como holocelulases, amilases, lipases, entre outras.
Essas e outras enzimas, por apresentarem papéis cruciais para as reações químicas, são consideradas elementos chaves na biotecnologia, pois sua utilização como método alternativo em indústrias leva a uma tecnologia mais limpa, consumindo pouca energia e causando mínimo impacto ambiental. Como 60% do mercado enzimático é representado por enzimas industriais, exemplos da aplicação enzimática são encontrados nas indústrias têxtil (para lavagens do jeans e de tecidos envelhecidos), alimentícia (enzima quimosina importante para a coagulação do leite), farmacêutica (enzima lipase é indicada para casos de deficiência em enzimas pancreáticas) e de papel e celulose (enzimas xilanases utilizadas no branqueamento da polpa).
Dessa forma, é possível compreender o motivo de tanta discussão acerca da biotecnologia enzimática, atualmente vista como um instrumento poderoso para que pesquisadores e indústrias encontrem soluções de tantos problemas vividos hoje pela sociedade.

Referências:

http://www.sjc.unifesp.br/biotec_ict/?page_id=46
https://www.bio.org/
http://www.ppge.ie.ufu.br/node/242
http://www.senaigo.com.br/repositoriosites/repositorio/senai/download/Publicacoes/Revista_Cientifica_Processos_Quimicos_/2010/processosquimicos_052009.pdf

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