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Matéria escrita na disciplina de extensão de integração acadêmica do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia. Creditação da extensão no Instituto de Microbiologia.
Matéria escrita por Juliana Souza, aluna do curso de graduação em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia.

22 09 2017 novidades micro infeccao hospitalar noticiaQuando somos submetidos à internação em hospitais desejamos apenas a cura de nossas enfermidades e, para isso, todos os procedimentos devem ser sempre realizados com a total segurança. Porém, quando as técnicas de limpeza e higienização do ambiente clínico não são devidamente executadas, corremos o risco de adquirir infecções dentro do hospital, e isso pode ocorrer durante todo o período da internação.

De acordo com a Portaria Nº 2616 de 1998 do Ministério da Saúde, infecção hospitalar é “aquela adquirida após a admissão do paciente e que se manifesta durante a internação ou após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares”. No entanto, o termo infecção hospitalar tem sido substituído por Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (IRAS) para abranger também, além dos hospitais, as doenças adquiridas em ambulatórios, clínicas e cuidados médicos domiciliares.

Como a IRAS é adquirida?

Estas infecções são causadas por microrganismos, principalmente bactérias, e dependem de três fatores: a imunossupressão do paciente, o tipo de procedimento realizado no ambiente clínico e a capacidade do microrganismo de causar doença.

Os microrganismos em questão podem vir da própria microbiota dos pacientes, dos profissionais de saúde ou dos visitantes. Além disso, os alimentos, a água, o ar, as superfícies e os materiais hospitalares não higienizados ou esterilizados de forma adequada também são fontes de patógenos que podem vir a causar IRAS.

Alguns processos clínicos e hospitalares como o uso de cateteres, a aplicação direta de soluções e medicamentos na corrente sanguínea, a manipulação cirúrgica e o uso de sondas possibilitam a entrada de microrganismos no organismo dos pacientes. Além disso, profissionais que cuidam de diferentes pacientes aumentam a probabilidade dos patógenos serem transferidos de um indivíduo a outro.

A susceptibilidade do indivíduo a microorganismos está relacionada à fragilidade de seu sistema imune. Por esse motivo, pacientes idosos, recém-nascidos, transplantados e portadores de doenças imunológicas fazem parte do grupo de risco, ou seja, são os mais acometidos por este tipo de infecção. Nestes casos, a duração da internação também deve ser a menor possível, pois quanto menor o tempo no ambiente clínico, menores são as chances de adoecer por IRAS.

Outro fato importante é que o índice de internação de pacientes infectados por bactérias multirresistentes a antibióticos, conhecidas popularmente como superbactérias, tem aumentado bastante com o passar dos anos, exigindo dos hospitais o uso de drogas de última escolha para que a infecção seja combatida. Estes casos de difícil tratamento podem resultar inclusive no isolamento do indivíduo para que não haja o espalhamento da superbactéria pelo hospital e não cause infecções em outros pacientes. Ou seja, todo o cuidado para evitar IRAS é pouco diante das consequências e dos danos que isso pode gerar.


Quais tipos de doenças estes microrganismos podem causar?

As doenças mais relatadas em casos de IRAS são:
• Infecções respiratórias: ligadas ao uso das sondas, à realização de endoscopias e aos procedimentos realizados no trato respiratório alto e baixo;
• Flebite (inflamação na parede das veias) e infecções sanguíneas: podem ser causadas pelo uso de cateteres e pela injeção de soluções e medicamentos intravenosos;
• Infecções urinárias: são causadas pelo uso de sondas;
• Infecções do sítio cirúrgico: causadas pela manipulação dos médicos e pelo uso de materiais contaminados. Podem ser mais graves dependendo da permanência pós-operatória do paciente no hospital.


Como evitar a IRAS?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estas doenças devem ser reconhecidas como um problema de saúde pública devido à gravidade e à possibilidade de se tornarem surtos. Portanto, para minimizar o número de casos, os hospitais contam com uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e um Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH), que detectam os casos, planejam ações de precaução e de isolamento de pacientes, orientam as prescrições de antibióticos e elaboram diretrizes para a redução dos riscos de adquirir a infecção, como o treinamento dos profissionais de saúde. Porém, a prevenção da IRAS não é responsabilidade apenas das clínicas, ambulatórios e hospitais: pacientes e visitantes podem colaborar fazendo a lavagem adequada das mãos e aplicando álcool 70% na sua forma líquida ou em gel. Além da higienização, todos os visitantes devem atender às medidas de precaução ao se aproximarem de pacientes com doenças transmissíveis, como o uso de máscaras, toucas e roupas específicas. Desta forma, os riscos são reduzidos e os casos de IRAS são controlados, tornando o dia a dia dos profissionais de saúde e dos pacientes menos preocupante.


Referências

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1998/prt2616_12_05_1998.html

http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/faq_infeccao_hospitalar_final.pdf

https://www.cursosaprendiz.com.br/infeccao-hospitalar/

http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/797459/flebite+conceito+causas+sintomas+diagnostico+tratamento+prevencao+e+complicacoes.htm

MADIGAN, T. Michael, et al. Microbiologia de Brock. 12.ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.

21 09 17 micro novidade capesO Instituto de Microbiologia foi avaliado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e recebeu no dia 20 de setembro 2017 o conceito 7, que é o nível máximo da capes.
A Avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação, estabelecida em 1998, é orientada pela Diretoria de Avaliação da Capes e realizada com a participação da comunidade acadêmico cientifica. Esta avaliação é essencial para assegurar e manter a qualidade dos cursos de Mestrado e Doutorado no país. É uma importante certificação da qualidade da pós-graduação Brasileira e referência para a distribuição de bolsas e recursos para o fomento à pesquisa. Nesta avaliação são levadas em conta a infraestrutura física da instituição, a formação e atividades de docentes, matrícula e titulação de alunos, disciplinas oferecidas, projetos de pesquisa desenvolvidos, produção bibliográfica em termos de artigos científicos, livros, dissertações e teses defendidas, produção técnica e tecnológica como patentes e presença mestrados profissionais ligados aos programas.
Este novo conceito é o resultado do esforço, trabalho e dedicação da comunidade cientifica, funcionários e alunos desta instituição que compartilham esta grande conquista.

Matéria escrita na disciplina de extensão de integração acadêmica do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia. Creditação da extensão no Instituto de Microbiologia.
Matéria escrita por Julia Ramos, aluna do curso de graduação em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia.

22 09 microbiologia Novidades JuliaRamos

Matéria escrita na disciplina de extensão de integração acadêmica do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia. Creditação da extensão no Instituto de Microbiologia.
Matéria escrita por Julia Ramos, aluna do curso de graduação em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia.

O Reino Fungi é composto por organismos eucariotos, incluindo as leveduras e os fungos filamentosos, que possuem distribuição mundial e desenvolvem-se em diferentes habitats. Enquanto algumas espécies de fungos podem ser consideradas patógenas para humanos, animais e plantas, outras estabelecem relações simbióticas com esses organismos, podendo ser utilizadas em diferentes setores da indústria.

Na indústria farmacêutica podemos citar o gênero fúngico Penicillium, amplamente utilizado na área médica devido à produção da penicilina. Outro exemplo de fármaco é a ciclosporina, isolada do fungo Tolypocladium inflatum , é uma droga imunossupressora, utilizada para reduzir a probabilidade de rejeição de um órgão transplantado.

Além disso, os fungos tem importância na produção de biocombustíveis. Um grande exemplo desse caso é o fungo Trichoderma reesei, descoberto durante a Segunda Guerra Mundial, utilizado por empresas de biotecnologia para produção do etanol a partir da biomassa celulósica. Pesquisas sobre o assunto tendem a crescer, visto que a utilização de biocombustíveis causa menos impacto ao ambiente.

Com relação à indústria alimentícia, muitos fungos são comestíveis e utilizados na alimentação humana, como é o caso dos cogumelos ( champignon e shitake). Além disso, podem ser utilizados na fabricação de alimentos, como o queijo e o pão, e de bebidas alcoólicas, como o vinho e a cerveja. No caso da produção do pão, são utilizadas as leveduras chamadas Saccharomyces cerevisiae, que realizam um processo de fermentação, fazendo o pão crescer. Essa levedura também é importante no processo de fabricação da cerveja, transformando os cereais em álcool. No caso da fabricação de queijos como o roquefort e o camembert, são adicionados os fungos Penicillium rocheforti e Penicillium camemberti, respectivamente, que são responsáveis características específicas, como o sabor.

Com essa pequena explanação, é possível compreender a crescente utilização desses microrganismos nos diferentes setores industriais.

Referências:

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/ciencias/fungos-o-que-sao-e-qual-e-a-importancia-dos-fungos.htm
http://www.terra.com.br/noticias/educacao/infograficos/bacterias-e-fungos/bacterias-e-fungos-02.htm
https://super.abril.com.br/ciencia/os-fungos-invadem-as-fabricas/
http://www.anp.gov.br/wwwanp/producao-de-biocombustiveis

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