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equipemicrobianaVocê sabia que uma bactéria da família Christensenellacea pode estar relacionada à capacidade de uma pessoa se manter magra? E que nossa saúde depende de uma relação simbiótica com determinados tipos de bactérias? Ou ainda que certos tipos de bactérias marinhas já estão sendo utilizadas para iluminação? E esses são apenas alguns exemplos do vasto e complexo mundo dos micro-organismos. Para desmistificar a má fama que fungos e bactérias ganharam ao longo do tempo e ampliar o conhecimento da população acerca do assunto, o biólogo Caio Tavora Rachid Coelho da Costa, professor do Laboratório de Biotecnologia e Ecologia Microbiana (Labem), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), criou o portal CurtaMicro, desenvolvido com a colaboração de uma equipe multidisciplinar. O projeto ganhou subsídios da FAPERJ por meio do edital de Apoio à Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia no Estado do Rio de Janeiro.

No CurtaMicro, é possível acessar vídeos explicativos relacionados à microbiologia, produzidos por Rachid e sua equipe e alguns outros selecionados pelo biólogo. O primeiro curta desenvolvido pela equipe, intitulado Cultivando Micro-Organismos mostra de forma mais abrangente o que são os micro-organismos, pontuando sua importância em nossas vidas e como é realizado o seu cultivo. No vídeo, entre algumas animações, ficamos sabendo que a grande maioria desses seres é inofensiva e executa papéis fundamentais para a manutenção da vida nesse planeta. “Um exemplo disso são as aplicações biotecnológicas, como a produção industrial de antibióticos, hormônios e biocombustíveis. Ainda há muito o que se descobrir desses organismos e muito o que se aplicar para melhorar a vida das pessoas”, explica Rachid. A cada dois meses, o biólogo pretende atualizar o site com novos vídeos produzidos por eles. “Já estamos fazendo nosso segundo vídeo; estamos aprendendo e nos aprimorando. Os nossos curtas terão legendas para que possam ser acessados e entendidos inclusive por pessoas com problemas de audição”, diz.

Textos com assuntos atuais acerca do tema também estão no site. Na sessão Articulando, por exemplo, podem ser acessados artigos contando curiosidades e peculiaridades do mundo desses minúsculos seres. Um deles, produzido pelo graduando em Ciências Biológicas, Rodrigo Reis Moura, editado e revisado por Rachid, aborda a iluminação microbiana. A start-up francesa Glowee, do ramo da biotecnologia, já está desenvolvendo um sistema de bioluminescência, tendo o mar e os micro-organismos como inspiração. A empresa utiliza bactérias produtoras de luz que podem ser utilizadas nas mais diversas finalidades. “O objetivo é que artigos e assuntos científicos sejam transmitidos em uma linguagem de fácil compreensão, diminuindo a distância entre ciência e sociedade”, conta Rachid. “Convidamos, inclusive, profissionais e estudantes da área a escreverem sobre o assunto. Basta entrarem em contato conosco para receberem orientação”, complementa o biólogo.

O CurtaMicro tem uma página no facebook, cujo número de seguidores cresce a cada semana. “Nosso primeiro vídeo já tem mais de cinco mil visualizações, de pessoas de quase todo o Brasil e de outros países, como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Suíça, Portugal, entre outros. Temos recebido muitos comentários de incentivo sobre nossos textos postados e muitos acessos de toda parte. Isso tem sido um grande incentivo para mim e para a equipe, pois, já no começo no projeto, nosso objetivo de levar a ciência de forma mais acessível para todos está sendo concluído.”

A equipe do CurtaMicro, coordenada por Rachid, é formada pelos professores do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, da UFRJ, Alexandre Soares Rosado, Raquel Silva Peixoto e Marco Miguel, pela professora da Escola de Belas Artes Doris Kosminsky, pela professora da Faculdade de Farmácia Analy Leite, pelos doutorandos Lais Machado e Eduardo Fonseca e pelos graduandos Fernanda Monteiro e Rodrigo Reis Moura.

Para acessar: www.curtamicro.com.br e https://www.facebook.com/curtamicro

Fonte: FAPERJ

manualGratuitamente para download o "Manual de Ecossistemas Marinhos e Costeiros para Educadores", produzido pela Rede BIOMAR. Ele foi elaborado de forma a permitir a utilização nas práticas de educação ambiental adotadas em ações pró-conservação marinha em todo o litoral brasileiro, tendo como público-foco os educadores e formadores de opinião que tenham interesse no tema da conservação marinha e atuem em diferentes espaços e instituições de ensino.

Tem como autores os educadores dos projetos de conservação marinha que compõem a Rede Biomar: Projeto Albatroz, Projeto Baleia Jubarte, Projeto Coral Vivo, Projeto Golfinho Rotador e Projeto Tamar. Eles atuam de forma complementar para a conservação da biodiversidade marinha do Brasil, trabalhando nas áreas de proteção e pesquisa de espécies e dos habitats relacionados, e são patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A versão impressa será lançada e distribuída em breve.

Por favor, compartilhe com os educadores da sua rede de contatos o link para download: http://coralvivo.org.br/publicacoes/manual-de-ecossistemas-marinhos-e-costeiros-para-educadores-da-rede-biomar/

Concebido no Museu Nacional/UFRJ, o Projeto Coral Vivo é realizado por oito universidades e institutos de pesquisa públicos e conta com o patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. As ações são viabilizadas também pelo copatrocínio do Arraial d'Ajuda Eco Parque, e realizadas pela Associação Amigos do Museu Nacional (SAMN) e pelo Instituto Coral Vivo (ICV).

Boa leitura!
Equipe do Projeto Coral Vivo

louis pasteurPor: Ingrid da Silva Dias

Matéria escrita para a disciplina “Tópicos de Divulgação Cientifica” do programa de pós-graduação em Ciências (Microbiologia) do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes

A Microbiologia como conhecemos nos dias atuais só foi possível quando no ano de 1674 o alemão Antony Van Leeuwenhoek criou o primeiro microscópio. Ele usou este pequeno equipamento criado por ele para observar pequenos seres, em amostras de solo, rio, saliva e fezes, dos quais ele nomeou como “animálculos”. Neste mesmo ano Leeuwenhoek, escreveu diversas cartas para a Sociedade real inglesa descrevendo os seres que ele via através de seu pequeno microscópio. Foram essas cartas que deram início a Microbiologia, afinal, foram elas que permitiram que a sociedade tomasse conhecimento da existência de pequenos seres microscópicos.

A descoberta de Leeuwenhoek, fez com que surgisse duas teorias controversas; a teoria da abiogênese (geração espontânea), onde os cientistas que defendiam esta teoria acreditavam que os “animálculos” se originavam da composição de plantas e tecidos de diversos animais. E a teoria da biogênese que era muito defendida pelo cientista francês Louis Pasteur, que através de 2 experimentos conseguiu demonstrar a impossibilidade da geração espontânea. Em seu primeiro experimento ele pegou diversos frascos e encheu com caldo de carne e ferveu, depois deixou os frascos abertos para que esfriassem. Em poucos dias Pasteur observou que os todos os frascos tinham sido contaminados, com micróbios e os frascos que ele manteve fechados, após terem sido fervidos, estavam livres de contaminação. Com tudo isso o Pasteur chegou à conclusão de que os micróbios estavam presentes no ar e eram os responsáveis pela contaminação. No segundo experimento, colocou meio de cultura em frascos com pescoço em forma de S, e ele procedeu da mesma forma que já havia realizado no experimento anterior, ferveu os frascos e os deixou esfriar, depois de meses esperando Pasteur não observou nenhuma forma de vida e Pasteur concluiu que o pescoço em forma S, impedia que qualquer micróbio que estivesse presente no ar entrasse em contato com o meio.

Os experimentos de Pasteur comprovaram que os micróbios não podem surgir de matéria não viva.

Louis Pasteur contribuiu muito com o avanço da Microbiologia, pois, se destacava em diversos trabalhos e criava diversas teorias: Teoria microbiana da fermentação, Pasteur explicou o porquê acontecia a contaminação por álcool durante o processo de fermentação, ele descobriu a presença de diversos micróbios, denominados leveduras, que utilizavam o açúcar presente nas frutas e os convertiam em álcool na ausência de oxigênio. Já na presença do oxigênio o azedamento das bebidas se dá pela presença de micróbios diferentes, que transformam o álcool em ácido acético, vulgarmente conhecido como vinagre. Como forma de solucionar este problema que afligia os comerciantes e produtores de vinhos; Pasteur aqueceu essas bebidas o tempo suficiente para matar esses micróbios, que ocasionavam o problema e este processo recebeu o nome de seu criador Pasteurização.

Após Pasteur ter descoberto o processo de fermentação e quem era o responsável, alguns cientistas alertaram a sociedade, da possibilidade dos micróbios terem relação com doenças que ocorriam em animais e seres humanos e esta teoria foi denominada Teoria microbiana da doença.

A sociedade tinha dificuldade de compreender e entender a teoria microbiana da doença, pois, muitos na época acreditavam que as doenças eram uma forma de Deus os punir contra os seus pecados.

No ano de 1860 surgiu, Joseph Lister um médico inglês nascido ano de 1827, que compartilhava os mesmos pensamentos de Pasteur e acreditava que os micróbios que estavam presentes no ar, eram os responsáveis pelos mais diversos processos infecciosos. Lister, então voltou à sua atenção para a criação de um método de desinfecção do campo operatório e propôs que durante a realização da cirurgia fosse vaporizado ácido fênico, sobre a região que fosse ser realizado o ato cirúrgico. Este método foi realizado pela primeira vez no ano de 1865, durante a operação de um menino que tinha sofrido uma fratura exposta. Após a adoção deste método por diversos profissionais da saúde diminuiu muito o número de mortes por infecção pós-operatória.

Onze anos após a adoção do método de Lister, mas, precisamente no ano de 1876, um médico alemão chamado Robert Koch, finalmente conseguiu relacionar os micróbios com as doenças. Neste mesmo ano surgiu os quatros postulados de Koch: Primeiro postulado, dizia que todos os micróbios deveriam estar presentes em todos doentes; foi o que Koch chamou de interação patógeno-hospedeiro; segundo postulado, os micróbios deveriam ter suas características registradas, sendo isolados em meio de cultura nutritivo, que permitam o seu crescimento (isolamento do patógeno); terceiro postulado, o micróbio isolado, quando inoculados em plantas sadias, devem causar doença nas mesmas (inoculação do patógeno e reprodução dos sintomas) e quarto e último postulado, os micróbios deveriam ser isoladas anteriormente e apresentar as mesmas características já descritas anteriormente (reisolamento do patógeno).

Alexander Fleming, médico e bacteriologista escocês, se preocupava muito com os problemas da Microbiologia e vivia em seu laboratório estudando os trabalhos de outros médicos e tratava graves ferimentos com antisséptico de sua escolha, e observou que o ácido fênico utilizado por Lister, afetavam mais os glóbulos brancos, do que os próprios micróbios. Então Fleming, passou a utilizar salmouras afim de atrair os glóbulos brancos; ele acreditava que as defesas do organismo deveriam receber uma atenção maior e com um experimento realizado, no qual ele cultivou diversos micróbios, afim de se testar diversos antissépticos e seus modos de ação. Em um dos seus experimentos realizado no ano de 1928, mais precisamente com Estafilococos, percebeu que uma de suas placas havia crescido um fungo e que em volta deste fungo o micróbio não crescia. Fleming decidiu estudar um pouco mais esse fungo e ao examiná-lo cuidadosamente, conseguiu descrevê-lo e distingui-lo como Penicilium, e observou que o fungo produzia uma substância e que esta poderia ser tratada, isolada e filtrada e que detinha o crescimento de diversos micróbios nas placas.Fleming reproduziu o experimento diversas vezes e observou que a substância produzida pelo fungo era capaz de inibir o crescimento de micróbios que causavam doenças, e por esta substância ter sido isolada do fungo Penicilium, recebeu o nome de Penicilina.

A Microbiologia é uma ciência, que tem uma grande importância se a considerarmos como ciência aplicada e podemos destacar a sua participação em diversos processos industriais, produção de alimentos, controle de pragas, controle de qualidade de alimentos, produção de antibióticos, hormônios, enzimas, e despoluição  entre outras aplicações

Bibliografia Utilizada:

Fonte:http://www.infoescola.com/biografias/alexander-fleming/      file:///E:/Material%20para%20a%20mat%E9ria%20do%20portal%20da%20micro/Biblioteca%20Virtual%20Adolpho%20Lutz.html

file:///E:/Material%20para%20a%20mat%E9ria%20do%20portal%20da%20micro/Teoria%20microbiana%20das%20doen%E7as_%20a%20grande%20virada%20no%20conhecimento.html

http://educacao.uol.com.br/biografias/joseph-lister.jhtm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Postulados_de_Koch

Jornal Brasileiro de Patologia Médica Laboratorial- Antony Van Leeuwenhoek-Inventor do Microscópio, volume 45, n.2,2009.

Jornal Brasileiro de Patologia Médica Laboratorial-Alexander Fleming e a descoberta da penicilina,volume45,n.5,2009.

file:///E:/Material%20para%20a%20mat%E9ria%20do%20portal%20da%20micro/Os%20experimentos%20de%20Pasteur%20-%20S%F3%20Biologia.html

http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/16899/importancia-da-Microbiologia

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