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estudantescriamDe acordo com estudos recentes, é provável que em 2050 haja mais plástico do que peixes em nossas águas oceânicas. Ainda bem que existem pessoas preocupadas com a poluição dos oceanos, e desse modo, uma bactéria foi desenvolvida pelas estudantes Miranda Wang e Jeanny Yao.

As pesquisas iniciaram-se ainda no colégio, e hoje elas já possuem duas patentes, uma empresa e cerca de U$ 400 mil dólares de investimento.

Com cinco prêmios, a dupla ficou famosa por ser a mais jovem a ganhar o prêmio Perlman de Ciência. Tudo devido ao protótipo de bactéria capaz de transformar plástico em CO² e água. A tecnologia vem sido utilizada de duas formas: a primeira é para limpar as praias e a segunda para produzir matéria-prima para confecção de tecidos.

“Nos dias de hoje, é praticamente impossível fazer com que paramos de usar plástico. Acreditamos que tudo deveria ser biodegradável”, disse Wang.

Tecnologia em desenvolvimento

Em um primeiro passo o plástico é dissolvido e depois as enzimas de catalização quebram os componentes do mesmo em pedaços mais maleáveis. Esses componentes por sua vez, são colocados em uma estação biodigestora, em que tudo será compostado. O processo leva apenas 24 horas para acontecer. Ah, a ciência! <3

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Fonte: Engenharia é

saudefemininaMatéria escrita na disciplina de extensão de integração acadêmica do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia.

Por Iva Paula Freitas dos Santos

Atualmente sabe-se que a microbiota residente exerce um importante papel na modulação do sistema imune e redução de riscos conferidos por determinados patógenos. Da mesma forma ocorre com a microbiota vaginal, que se adapta a diversas alterações, porém seu equilíbrio pode ser alterado em virtude da diversidade microbiana e de condições imunológicas ou ambientais. 

Os lactobacilos são considerados as bactérias “do bem” da microbiota vaginal, já que protegem a mulher de infecções por outros micro-organismos potencialmente patogênicos através de competição por nichos, alimentos e controle do pH vaginal. Todo esse processo de competição é árduo e apesar de estarem presentes em maior quantidade (aproximadamente 95% da população de microbiana), os lactobacilos podem perder esse jogo decorrente de maus hábitos de higiene, por alterações imunológicas ou por processos invasivos, como cirurgias no local.
Uma das alterações que afeta muitas mulheres é o chamado corrimento ou vaginite, que se refere à secreção fora do comum ou irritação vaginal que tem por característica um odor desagradável. Dentre as possíveis causas destacam-se a candidíase, a tricomoníase, a vaginose bacteriana e as cervicites.
• Cervicite: inflamação do colo do útero causada tanto por uso excessivo de pílula anticoncepcional quanto por micro-organismos como Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis ou herpes vírus.
• Vaginose bacteriana: causa mais comum do corrimento genital, trata-se de uma infecção bacteriana, na qual geralmente a Gardnerella Vaginalis é encontrada. Mulheres acometidas pela vaginose costumam sentir irritação no órgão e no canal vaginal, dor ou ardor local durante relações sexuais e ao urinar.
• Tricomoníase: causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis e transmitida pela via sexual, gera danos ao epitélio vaginal que por conseqüência torna a região mais suscetível à contaminação por outras DSTs.
• Candidíase: infecção causada pelo fungo Candida albicans que é constituinte da microbiota normal. Contudo, quando há alguma alteração nas condições naturais do organismo, como imunossupressão, uso prolongado de antibióticos, estresse e diabetes, este fungo toma maior proporção no local e dá início aos sintomas. Quando não assintomáticas, as mulheres com candidíase apresentam corrimento espesso esbranquiçado, disúria (dor ao urinar), prurido ou ardência na vulva e desconforto no ato sexual.
As mesmas bactérias causadoras dos corrimentos também podem levar à inflamações na parte externa da genitália feminina – vulva – que são denominadas vulvite caso afete apenas a vulva, ou vulvovaginite se acometer a vulva e a vagina. Ambas as manifestações se caracterizam por ardor, inchaço e vermelhidão na região afetada.
Embora também ocorra em homens, a infecção urinária é muito mais frequente em mulheres devido ao fato da uretra feminina ser mais curta e ter maior proximidade com o ânus se comparado aos homens. Essas peculiaridades anatômicas facilitam o contato de micro-organismos do trato intestinal com o trato urinário.
Outro micro-organismo de grande relevância nesse âmbito feminino é o Papiloma Vírus Humano (HPV), cuja infecção pode causar pequenas verrugas no órgão genital, o que explica as denominações de “condiloma acuminado” ou “crista de galo”. A infecção por HPV está muito relacionada com a ocorrência de câncer de colo de útero – terceiro tipo de tumor mais frequente em mulheres em todo o mundo – que no início pode não apresentar sintomas, mas o avanço da doença geralmente traz consigo sangramentos vaginais, corrimentos anormais e dor.
Há também uma alteração causada por infecções de grande preocupação: a Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Em sua maioria causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, caracteriza-se por sintomas comuns ao sistema reprodutor feminino como os que foram citados anteriormente e algumas complicações, como gravidez ectópica (fora do útero), dor pélvica crônica e infertilidade.
Muitos fatores podem levar ao desequilíbrio da microbiota vaginal, como: alimentação inadequada, cirurgias no órgão genital, roupas muito justas, jejum prolongado, imunossupressão, fumo, estresse, utilização de contraceptivos, relações sexuais desprotegidas, obesidade e mudança na composição da microbiota decorrente do uso de antibióticos. É de grande importância reforçar que os micro-organismos citados não estão presentes apenas em mulheres e levando em consideração que muitos são transmissíveis sexualmente, a prevenção e os cuidados de ambos os sexos são necessários.

Referências:
BROWN, H.L.; FULLER, D.D.; JASPER, L.T.; DAVIS, T.E.; WRIGHT, J.D. Clinical evaluation of Affirm VPIII in the detection and identification of Trichomonas vaginalis, Gardnerella vaginalis, and Candida species in vaginitis/vaginosis. Infect Dis Obstet Gynecol 2004;12:17– 21

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/colo_utero/hpv-cancer-perguntas-mais-frequentes
https://www.abcdasaude.com.br/ginecologia-e-obstetricia/doenca-inflamatoria-pelvica

http://www.ipgo.com.br/microbios-que-interferem-na-fertilidade

scienceladiesMatéria escrita na disciplina de extensão de integração acadêmica do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia.

Por Carolina Pacini

Ao longo da história, o papel da mulher na ciência foi expressivo e as suas contribuições científicas se manifestaram nas mais diversas áreas do conhecimento. São muitos nomes importantes na agronomia, astrologia, geologia, física, química e na tecnologia, por exemplo. Os avanços promovidos por mulheres nos campos da genética, fisiologia e farmacologia foram imprescindíveis para um maior entendimento sobre o corpo humano, assim como os estudos constantes sobre os microrganismos permitiram o desenvolvimento de novas terapias contra doenças infecciosas. Entretanto, dentre todas as 870 pessoas laureadas com um Prêmio Nobel desde sua criação até então, apenas 48 são mulheres. Marcadas na História, vamos relembrar neste artigo algumas dessas representantes na área científica.

A brilhante cientista polonesa Marie Sklodowska Curie foi pioneira nos estudos sobre a teoria da radioatividade juntamente com seu marido, Pierre Curie, e descobriu dois novos elementos químicos: o polônio e o rádio. Marie Curie foi não somente a primeira mulher laureada com um Prêmio Nobel, como também a primeira pessoa a receber duas vezes o prêmio, sendo o Nobel de Física e o de Química em 1903 e 1911, respectivamente. A filha do casal, Irène Joliot-Curie, continuou os estudos na área e produziu o primeiro isótopo radioativo artificial, conquistando com isso o Nobel de Química de 1935.

Rosalyn Yalow, uma admiradora de Marie Curie, entrou na Universidade de Illinois, EUA, em 1941, sendo a única mulher entre 400 homens - conquista que ela atribuiu ao fato de muitos homens terem saído para lutar na Segunda Guerra Mundial. Sendo assim, teve de superar a discriminação da época para seguir sua paixão: a ciência. Após tirar nota A- em um curso prático da pós-graduação de física nuclear, ouviu do diretor que isso "confirma que mulheres não servem para trabalhar em laboratório". Sem se deixar abater, desenvolveu ao longo de sua carreira o Radioimunoensaio, método que consegue detectar baixíssimas quantidades de hormônios no sangue pelo uso de radioisótipos, o que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1977.

Outra grande mulher que revolucionou a medicina foi Gertrude Elion. Trabalhando inicialmente com química orgânica, acabou se envolvendo com a microbiologia e a bioquímica dos compostos que sintetizava. Após ser rejeitada em 15 programas de pós-graduação pelo fato de ser mulher, aceitou ser assistente de laboratório mesmo sem remuneração, até conseguir se associar, anos depois, ao grande grupo farmacêutico Burroughs-Wellcome. Nos anos 50, ela participou do desenvolvimento de um método esquemático para produção de fármacos, o que a permitiu produzir drogas contra leucemia, gota, rejeição ao transplante e infecção por herpesvírus, como o aciclovir, primeira escolha na terapia até hoje por ser um medicamento seguro e eficiente. Foi laureada com o Prêmio Nobel de Medicina em 1988.

Mais atualmente, a virologista francesa Françoise Barré-Sinoussi recebeu o Nobel de Medicina de 2008 pela descoberta do vírus da imunodeficiência humana, o HIV, com seu mentor Luc Montagnier, feita em 1983. Nessa época estava ocorrendo a grande epidemia de AIDS, portanto conhecer o agente infeccioso foi de extrema importância para possibilitar um avanço no desenvolvimento de métodos terapêuticos para o combate à doença. Ainda na graduação, Françoise se interessou pelo mundo científico e procurou por estágio em muitos laboratórios, o que, segundo ela, foi difícil por ser uma mulher muito nova. Após meses de rejeição, finalmente foi admitida em um dos maiores centros de pesquisa do mundo, o Instituto Pasteur, na França, onde desenvolveu toda sua carreira.

O ano de 2009 foi marcante em relação à premiação de mulheres no mundo acadêmico: Elizabeth Blackburn e sua aluna de doutorado Carol Greider descobriram na década de 80 a enzima telomerase e como os telômeros protegem os cromossomos, o que lhes rendeu o Nobel de Medicina. No mesmo ano, Ada E. Yonath foi premiada com o Nobel de Química pelos seus estudos sobre o ribossomo por cristalografia de raio X, o que foi importante para os estudos em criação de antibióticos, sendo a primeira mulher do Oriente Médio a conseguir tal feito.

Outra mulher oriental notável é a farmacologista chinesaYouyou Tu, que focou seus estudos na medicina tradicional chinesa para combate à malária. Com base em textos datados de mais de mil anos atrás, ela encontrou uma erva promissora dentre as 200 que seu grupo estudou e foi investigar o princípio ativo, tendo o desafio de aplicar os conhecimentos empíricos dos textos na prática com os recursos modernos científicos disponíveis na década de 70. Dessa forma, ela extraiu a artemisina, substância que inibe o parasita causador da malária e, com isso, salvou milhões de vidas ao redor do mundo. Por encontrar a cura dessa doença, Youyou Tu foi laureada com o Nobel de Medicina de 2015.

É evidente que existem muitas outras mulheres que tiveram extrema importância para a ciência, mas que não foram agraciadas com o Nobel - o que de forma alguma tira o mérito delas. Rosalind Franklin foi uma grande injustiçada por não ter sua contribuição reconhecida nos estudos do modelo de dupla hélice da molécula de DNA. Em 1952, ela obteve imagens por raio-X muito boas da molécula e, assim, esteve muito perto de desvendar a estrutura. A questão era que ela escondia a imagem a sete chaves, uma vez que as mulheres eram completamente desvalorizadas no meio acadêmico naquela época: as alunas da King's College não eram admitidas no restaurante e no salão de veteranos faculdade. Porém, seu colega de laboratório Maurice Wilkins compartilhou a imagem, sem o conhecimento e permissão de Franklin, com uma dupla de pesquisadores competidores na corrida para resolução da estrutura, Watson e Crick. Com base no que eles já sabiam, essa foi uma ajuda significativa: imediatamente depois, eles publicaram na Nature a proposta para estrutura, hoje já consagrada, sem mencionar Franklin. Ela faleceu em 1958 vítima de câncer pela exposição excessiva aos raios X e o Nobel de Medicina foi concedido para Wilkins, Watson e Crick em 1962, ano no qual a participação dela ainda não havia sido reconhecida. Em 2010, cartas trocadas na época entre Wilkins e Crick foram encontradas e comprovaram que a descoberta dos cientistas só ocorreu devido aos estudos de Franklin, a quem eles desprezavam e humilhavam, inclusive, nessas cartas.

Jocelyn Bell Burnell foi uma astrofísica que detectou a primeira evidência de um pulsar, que é um tipo de estrela, mas foi excluída do prêmio Nobel de Física de 1974, concedido ao seu orientador Hewish e à Martin Ryle pela descoberta. Ela conta que teve de ser persistente para convencê-lo da anomalia encontrada, a qual ele acreditava ser um artefato apenas. Entretanto, Jocelyn recebeu vários prêmios e honrarias importantes na área e foi presidente do Royal Astronomical Society. Outra cientista não laureada, mas de extrema importância, foi Florence Sabin, umas das primeiras mulheres médicas a construir carreira como pesquisadora, primeira mulher eleita para membro permanente da National Academy of Sciences e primeira a ser aceita na Johns Hopkins University School of Medicine, como aluna e, posteriormente como professora, em 1917. Desenvolveu seus estudos sobre o sistema linfático e a interação do sistema imunológico com a bactéria causadora da tuberculose.

Embora não tenham sido citadas aqui, outras tantas mulheres lutaram para seguir seus sonhos, estudar e trabalhar como pesquisadoras nas mais diversas áreas acadêmicas. Barbara McClintock, Nobel de Medicina de 1983, pela descoberta dos elementos genéticos móveis e Dorothy Hodking, Nobel de Química de 1964, que determinou a estrutura da penicilina e da vitamina B12, são exemplos disso. Todavia, independente de ter recebido ou não um Prêmio Nobel, todas são relevantes e devem ser sempre lembradas na História por suas contribuições que estão refletidas no nosso cotidiano até os dias atuais. 

Referências:

http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/lists/women.html

http://www.eiu.edu/wism/about_biographies.php

http://www.theguardian.com/society/2014/jul/25/francoise-barre-sinoussi-on-the-history-and-future-of-hiv-research

http://www.sdsc.edu/ScienceWomen/franklin.html

http://www.bbc.com/news/blogs-china-blog-34451386

http://www.biography.com/people/florence-sabin-9468690#profile

http://www.famousscientists.org/jocelyn-bell-burnell/

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